Palavra feia, se alguns querem/ esforçam-se por construir seu conceito contemporâneo como amor semanticamente invadido pelo que é ser piegas, inocente, bonzinho, cego pelo seu amor... Palavra feia se começarmos qualquer discurso com a palavra AMOR, imaginemos um candidato a presidente, uma propaganda do mais novo carro que comece seu discurso dizendo: Vou governar este país com amor, ame seu novo modelo X.. de que amor estamos falando?
Eu tenho medo de usar a palavra amor, na mesma medida que temo amar aos quatro ventos. Amar na contramão, na contracorrente talvez seja este o tal amor de que fala Paulo Freire, Rubem Alves, Artur da Távola, Leonardo Boff, o tratorista que não se negou a derrubar a casa, mesmo sob ordem judicial, o cara do movimento sem-terra na outra ponta da enxada, sem filiação partidária e tantas vozes que não são de amor, pois se fossem do amor que se vende não seriam abafadas.
Quando se fala em amor nas palestras e encontros, nas aulas, eu confesso que eu tenho uma vontade enorme de sair de lá, minha tolerância para ouvir falar de amor é muito baixa, (e a sua? vamos conseguir chegar ao final do texto?) , tenho vontade de ir para um lugar menos amoroso, onde eu possa autenticamente ser mais capaz de amar, não de falar de amor...
Não me entendam que estas palestras, encontros devam ser desacreditados, acho que eles são muito bons para o que se propoem: falar de amor, mas amar para mim é outra coisa, é igual a liberdade, só se conceitua quando se vive, quando se age, se materializa, se o conceito bate á porta, o amor escapa... amor é uma palavra feia, amar é liberdade
Puxa, Gilson, agora fiquei sem palavras, porque amo muito e gosto de falar sobre isso. Mas seu texto foi tão profundo, que não pude compreender o que você quis dizer na primeira lida. Ao relê-lo, entendi que o centro da sua reflexão está na última frase: amar é liberdade. Banalizou-se o amor, como tantos outros termos e conceitos por aí (educação, fé, amor, Deus, amizade, interação, etc.) e a essência está cada vez mais imperceptível...
ResponderExcluirOlá professora, que legal seu comentário.... eu também amo falar sobre amor, então somos dois, falar que educar é amar é preciso sempre... Na verdade, o que tentei propor como reflexão e sei que você entendeu bem no final é que andam por ai falando muito do amor, penso que o amor está fragilizado pela seu uso como ferramenta para todos e tudo... Pouca ação e muito uso do amor como ornamento para outros fins que não seja AMAR, penso que certos grupos estão usando a palavra amor para destronar a ação de amar, fazer de amar só teoria, só reflexão e nos sentirmos amando só no falar, que também é amar, mas não pode ser a única forma de fazer.
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