segunda-feira, 17 de outubro de 2011

trabalho do Maicon: considerações

Sobre a postagem do professor Maicon, fiquei extremamente feliz em perceber que o colega também problematiza a chamada identidade deste profissional, o tutor de EAD, somos professores que atuamos em uma zona nebulosa entre o papel do professor, digamos, tradicional e o do professor à distância, um misto de liberdade para aplicar notas, conhecer os alunos, propor atividades extras como um professor presencial, mas ao mesmo tempo ainda presos às atividades pré-estabelecidas nos AVAS e formas avaliativas, como reflete Maicon "No modo presencial, ainda que tenhamos um material didático no qual nos basear e a grade curricular das disciplinas serem pré-determinadas, temos mais liberdade de trazer atividades diferenciadas para a sala de aula, bem como ignorar certas atividades muitas vezes propostas pelos instrumentos (livro didático, gramáticas, e até TDs sugeridos pela coordenação da escola) por nós utilizados."
Vale ressalatar que acredito que Miacon, como eu também, não queremos deslegitimar o papel do professor que elabora a disciplina, sendo ele e o sistema virtual vilões nessa pseudo- falta de liberdade do tutor, a questão é mais densa e de difícil tangenciamento; de fato, acho que o professor Maicon toca em um ponto calcanhar de Aquiles nos sistemas EAD, quem é o tutor? Como ele pode se posicionar nesse intervalo entre seguir determinados passos previstos e se posionar perante eles, uma vez que seguir passos e programas todos devemos fazê-lo independentemente de sermos tutores ou não. Enfim, a postagem do professor Maicon, a meu ver, é de extrema relevância ao problematizar nossas certezas e põe em relevo determinadas tensões que por vezes escapam de forma naturalizada ao debate em torno do sistema EAD

Gilson Cordeiro

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